um dia verás, serás, sentirás aquilo que te tento dizer agora, a esta hora, as palavras podem nem ser as mais certas, curtas e incorrectas mas mesmo assim, para mim, fazem sentido, perdido ou achado , fica neste recado, apenas, dito, escrito, transmito a confusão que não sei exprimir.
senti o que vi, depois, então, o coração, acelerou e parou naquele instante, e em constante pressa parei de respirar, o ar que me envolve, dissolve aquilo que sinto, minto quando, a mim mesma tento tirar o olhar de ti, e a seguir sigo a tua linha de movimento lento ou não o coração já parou e não sei o que faço por isso ouve.
só mais um momento e o sangue volta a correr, morrer não faz parte, parte so um pouco da paciência, e a inteligência tende a paralisar, cega e ausente, quente de corpo e alma, ainda molho os lábios com a língua, mas a gula, põe me fula de imaginar, tocar-te sem ser eu a dizê-lo, quero numa forma egoísta e simplista possuir, consumir o que não é meu, teu é.
o significado que ocupa o teu ser, preocupa a mim, tende a reflectir-me fraca e só, penso, só, nas vezes que te agarro e amarro a mim própria as memórias, glórias, vitórias do meu prazer, quando não doi estás cá, lá não, aperta mais um pouco o coração.
Beijinho*